Friday, September 01, 2006

A Caça às Bruxas

Dizia o senador Douglas McCarthy, no auge da Guerra Fria, que “um bom Comunista era um Comunista morto”. Esta mentalidade, que redundou entre outras coisas na criação da Al-Qaeda, sobreviveu à queda da União Soviética, mudando apenas a vítima – não seria de modo algum forçar a nota dizer que nos dias que correm, para a generalidade dos politicotes, “um bom Nacionalista é um Nacionalista morto”.
Todas as forças políticas atacam o Nacionalismo; todas se unem num coro de condenação às suas ideias, aos seus valores, aos seus princípios; as calúnias mais vis, os insultos mais reles, a sevícia mais abjecta, tudo serve para pôr os «racistas!!!!!!!!!!!!!» fora de combate; não há quem se demarque desta forma de ver as coisas, não há um único grupo, desde os reaccionários “copinho de leite”da direita burguesa, à mais retorcida e desumana esquerda que não concorde com a perseguição aos Nacionalistas, com o boicote aos Nacionalistas, com o vilipêndio e a mordaça imposta à «caterva ‘racista!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!’».
Porque o fazem? O que os leva a uma atitude tão animalescamente contrária a uma doutrina? Porque se opõem com semelhante fragor e furor precisamente à doutrina Nacionalista? Porque lhe movem esta autêntica Caça às Bruxas do séc. XXI?
Porque só o Nacionalismo se preocupa com o Povo, com a sua Identidade, com a sua Integridade, com a sua Conservação. Um Povo é uma realidade tríplice: linguística, étnica e cultural. Para que um Povo exista, para que um povo não morra, é necessário manter intactas estas três características, ou teremos outra coisa que não será esse povo. Assim, se o povo português é, porque sempre foi, um Povo de língua e cultura matricialmente indo-europeia e Raça Branca, se um dia deixar de o ser não mais haverá Portugal. Se no território português não se falar Português, não se estará em Portugal; se no território português não houver uma cultura indo-europeia, não se estará Portugal; se no território Português não houver uma população de Raça Branca, de Raça Indo-Europeia, não se estará em Portugal.
Todas estas noções são insofismáveis. E os politicotes estão cientes delas – mas convém ao seu ideário apátrida e imperialista (seja ao serviço do Socialismo ou do Capitalismo) que as populações “esqueçam” a sua identidade e se deixem absorver pelo espírito do cidadão do Mundo, a fim de que possam exercer um poder absoluto e inquestionável sobre tudo e sobre todos: para que nenhum obstáculo identitário se interponha entre os seus torpes intentos e a realização destes.
Esta foi a ideia do primeiro dos imperialismos – o Cristianismo. Também Cristo propugnava que todos os homens são iguais, “todos são filhos de Deus”. O Capitalismo e o Socialismo limitaram-se a trocar o argumento religioso pelo argumento científico: todos somos geneticamente iguais dizem eles – como se em algum momento se tivesse definido um único povo do Mundo com base nos genes! Como se não soubessem que é apenas pelo conjunto Raça/Língua/Cultura que se forja a identidade dos povos sem que as condições genéticas sejam de todo importantes!
Não há qualquer honestidade intelectual por parte da politicada. E não há qualquer contra-argumento para as nossas ideias, tão evidentes elas são seja para quem for. E como estas são contrárias aos seus sujos intentos, calam-nos, pisam-nos, caluniam-nos – tudo para dominarem o povo e o esmagarem sob um imperialismo feroz que o arrastará para a lama da exploração e da anomia.
Contra isto, urge lutar! Não permitiremos que destruam Portugal! Não permitiremos que submetam o Povo português! Lutaremos e venceremos!

Contra a Democracia

Uma falácia monumental tem sido usada pelos grandes defensores da Democracia Representativa desde há décadas: «os países democráticos são os mais desenvolvidos do Mundo».
Digo falácia mas podia dizer mentira. E só o faço porque pressuponho a inteligência dessa gente, e não quero acreditar que sejam ignorantes ao ponto de acharem que antes de haver Democracia a Europa não era já a zona mais desenvolvida do planeta.
Com efeito, era: e isso deve-se não a considerações políticas conjunturais, mas a factores antropológicos estruturantes que remontam ao período indo-europeu, e que se prendem com a marca definidora mais profunda da identidade europeia: aquilo a que os Renascentistas chamavam virtù, a busca constante da excelência em todas as áreas – e esta existe independentemente da Democracia, podendo, em boa verdade, ser prejudicada seriamente por esta.
Olhemos para a História, grande “professora” para estas questões: a possibilidade de exprimir quaisquer ideias, mesmo as mais anti-naturais, mesmo as mais contrárias ao primordial interesse da Nação, da sua Conservação e Integridade, não teve outro efeito senão arrastar o Mundo aos abismos mais fundos, em certos casos com extrema rapidez: veja-se a Espanha de 1931, onde a Democracia levou a Frente Popular (mescla de comunistas e anarco-sindicalistas) ao poder em pouco tempo; veja-se o mesmo caso na França de 1935, no Chile de 1970, e no Portugal actual onde, de eleição em eleição, forças da mais sabuja esquerda, arregimentadas na Coligação PSR-UDP, vão ganhando terreno e influência. Veja-se como em países sul-americanos a mesma Democracia pariu Evo Morales e Hugo Chavez, como guindou ao poder o Hamas e o Hezbollah – e julgam que acaba aqui a senda destruidora dos regimes democráticos? Serão ingénuos ao ponto de supor, por um momento, que não vão haver mais erros, que não vão ascender, não vão ser legitimados mais grupelhos de assassinos, de gangsters, de inimigos do Direito e da Civilização?
Nem eles são assim tão parvos. E sabem bem que, ascendendo estes grupos, de imediato estiola o desejo irreprimível dos Europeus para a busca da perfeição e da excelência: encarcerados pelo dogmatismo, fechados pelo inquestionável, não podendo mexer no que está definido, no sagrado, “nos ídolos” – parafraseando Nietzsche –, o retrocesso é inevitável: querem exemplo mais acabado disso do que a Idade Média, ou do que a sua repetição nas terras soviéticas, onde a ciência, forçada a seguir a dialéctica marxista como método único, é hoje uma apagada e vil tristeza? E pretenderão que se repita uma desgraça dessas em Portugal?
Talvez desejem, não o duvido. Mas é necessário opor-lhes a mais acirrada resistência.
Antes que a Democracia nos mate. (JV)